Resposta do Dermatologista:

Molusco contagioso é uma doença comum, causada por um vírus que afeta as camadas superiores da pele. O nome molusco contagioso implica que o vírus desenvolva, cresça e se espalhe rapidamente no contato com a pele. Similar às verrugas, este vírus pertence à família Poxvírus e entra na pele através de pequenas lesões dos folículos pilosos, não afetando qualquer outro órgão interno.
Moluscos são pequenas lesões róseas amareladas, papulosas que freqüentemente se tornam vermelhas e inflamam. Elas podem ser brilhantes ou ter uma pequena depressão no centro. Elas podem se espalhar no contato de pele com pele. Desta forma o molusco é usualmente encontrado em áreas que entram em contato com outra, tais como axila e braços. Também são encontradas no tórax, abdome e glúteos e podem envolver face e pálpebras. Em pessoas com doenças do sistema imunológico, o molusco pode ser muito grande em tamanho e número, especialmente na face. Para confirmar o diagnóstico do molusco o dermatologista precisa capturar algumas células das lesões e analisar ao microscópio.
O vírus do molusco é transmitido por contato de uma pessoa que possui essas lesões para a pele sã de outra pessoa. Em crianças jovens ela ocorre especialmente em piscinas. Se as lesões ocorrerem na área genital, especialmente no adulto, o molusco pode ter sido transmitido sexualmente.
Pessoas expostas ao vírus, através do contato de pele com pele, tem maior chance de desenvolver essas doenças. Crianças tendem a pegar moluscos mais que adultos, é comum em crianças jovens que não tem sua imunidade desenvolvida contra o vírus. Molusco contagioso também aparece mais comumente em climas tropicais, porque calor e umidade favorecem o crescimento do vírus.
Muitos dermatologistas alertam sobre o tratamento do molusco devido ao crescimento ser rápido e também por se espalhar rapidamente. Entretanto o molusco pode regredir sem deixar cicatriz. Isso leva de seis meses a cinco anos para que todos os moluscos desapareçam. Eles podem ser mais persistentes em pessoas com sistema imunológico comprometido.Moluscos são tratados de maneiras similares às verrugas. Eles podem ser congelados com nitrogênio líquido, destruídas com vários ácidos ou soluções ou tratados com eletrocirurgia ou curetados, assim como tratado em casa com aplicações diárias de ácido retinóico em creme ou gel, ou modificadores da resposta imune ou outras medicações tópicas antivirais. Terapia a laser também tem se mostrado ser efetivo no tratamento do molusco. Algum desconforto é associado ao congelamento, curetagem ou agulha elétrica, assim como na terapia do laser. Se existirem muitas lesões, muitos tratamentos podem ser necessários, a cada três a seis semanas, até que todas as lesões desapareçam. Uma opção em crianças pequenas é não tratar moluscos até que as lesões desapareçam.
É sempre possível em uma pessoa que já foi tratada seja reinfectada. A condição pode ser fácil de controlar, se o tratamento for iniciado logo no aparecimento das primeiras lesões.
Novas drogas estão sendo desenvolvidas para tratar infecções virais. A infecção pelo molusco tem melhorado em pacientes que usam drogas antivirais. Se novas drogas efetivas tópicas forem desenvolvidas talvez haja mais benéficos no tratamento do molusco no futuro.

Dermatologista

Dr. Marco Antônio de Oliveira

Atualmente é Médico assistente do Departamento de Oncologia Cutânea do Hospital A.C. Camargo, Fundação Antônio Prudente. Tem experiência na área de Dermatologia, com ênfase nos seguintes temas: Dermatologia Clínica, Dermatologia Cirúrgica, Oncologia Cutânea, Terapia Fotodinâmica, Cosmiatria Dermatológica.
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