herpes simples
O vírus do herpes simples causa bolhas e feridas ao redor da boca, nariz, genitais e glúteos, mas pode ocorrer em qualquer parte da pele. Infecções por vírus do herpes simples, podem ser muito desconfortáveis devido ao reaparecimento frequente com lesões dolorosas. Para pessoas com doenças crônicas e recém-nascidos a infecção viral pode ser séria, mas raramente fatal. O vírus do herpes simples pode ser do tipo I e tipo II.

Herpes Simples tipo 1

Descritos como “febre interna”, o herpes simples tipo I promove a formação de bolhas pequenas, transparentes que frequentemente ocorrem na face, e com freqüência menor podem ocorrer na área genital. O vírus tipo I pode também desenvolver cicatrizes na pele.

Há dois tipos de infecção, a primária e a recorrente. Apenas 10% dos indivíduos portadores do vírus do herpes simples desenvolvem as lesões. Na infecção primária as lesões aparecem de 2 a 20 dias após o contato com a pessoa infectada e pode durar de 7 a 10 dias.

O número de bolhas varia de uma a um grupo, mas antes das bolhas aparecerem, a pele pode coçar ou queimar e tornar-se avermelhada. As bolhas podem romper ao sofrerem um pequeno trauma, seguido da liberação de fluído translúcido do seu interior, que favorece a formação de crostas que eventualmente caem deixando uma área vermelha.

As feridas na infecção primária cicatrizam completamente e raramente deixam cicatrizes. Entretanto o vírus que causa a infecção permanece no corpo. Ele se dirige as células nervosas onde permanecem em estágio latente.

Pessoas podem então ter recorrência na mesma localização da primeira infecção, ou em uma área próxima. A infecção pode ocorrer em intervalos curtos de poucas semanas.

Infecções recorrentes tendem a ser leves e podem ser estimuladas por uma variedade de fatores como febre, exposição solar, período pré-menstrual, traumas, incluindo cirurgias ou mesmo sem motivos aparentes.

Herpes Simples tipo 2

Infecções com o vírus do herpes simples tipo II, geralmente resulta em lesões nos glúteos, pênis e vagina e podem aparecer de 2 a 20 dias após o contato com a pessoa infectada. A maneira mais comum de contrair a infecção é através de relações sexuais. Tanto a infecção primária como a recidiva podem causar problemas incluindo prurido, lesões dolorosas, febre, dor muscular e uma sensação de queimação ao urinar. O HSV tipo II pode também ocorrer em outras regiões, mas geralmente é encontrado nessas áreas descritas.

Como o tipo I, os locais e frequência de acometimento variam. O episódio inicial pode ser leve a ponto do individuo acometido não notar que teve a infecção. Horas após, quando ocorre a recorrência do HSV pode ser confundido como sendo a primeira crise, deixando em dúvida qual a fonte da origem da infecção.

Como se contrai herpes?

A maioria das pessoas contrai a infecção pelo herpes tipo I, na qual causa lesões leves, na infância ou adolescência. Usualmente contraem quando em contato com amigos e familiares que carregam o vírus, pode ser transmitido por beijo, em divisões de utensílios domésticos ou toalhas. As lesões mais comumente afetam lábios, boca, nariz, bochechas e ocorrem rapidamente após infecção. Pacientes podem procurar a orientação médica ao descobrir lesões e sintomas.

A maioria das pessoas que obtém infecções com vírus do tipo II são provenientes de lesões genitais, após contato sexual com a pessoa infectada. O vírus pode afetar qualquer lugar do corpo e atinge entre 5 a 20 milhões de pessoas nos Estados Unidos da América, o que equivale a cerca de 20% dos indivíduos sexualmente ativos.

As lesões de ambos os tipos de herpes simples, podem se espalhar pelo toque de uma área afetada em outra área sadia.

Como a infecção pelo herpes é diagnosticada?

A aparência do herpes é frequentemente típica e nenhum teste é necessário para confirmar o diagnóstico. Se o diagnóstico é incerto pode-se colher material de parte da pele lesada, para fazer cultura em laboratório. Testes laboratoriais incluem exames microscópicos específicos e testes sanguíneos. Alguns testes são úteis apenas nos estágios iniciais, mas podem ser necessários para confirmar a presença do herpes. O herpes genital pode ser confundido com outras doenças, incluindo sífilis e cancros (úlceras) contagiosos. Um pequeno número de mulheres com herpes genital não sabem que tem a doença, porque as lesões ocorrem no colo uterino, não acarretando sintomatologia na mulher.

Como a infecção pelo herpes é tratada?

Medicações antivirais orais como aciclovir são efetivos no combate contra a infecção do herpes. Essas medicações podem ser usadas para tratar uma crise, ou ser usado constantemente, para suprimir recorrências herpéticas, reduzindo crises e aumentando o intervalo sem doenças.

Como prevenir a transmissão pelo herpes?

Cerca de 200.000 a 500.000 pessoas adquirem herpes genital por ano. O número de infecção do herpes tipo I é muitas vezes maior e não há vacinas para prevenir essa doença contagiosa. Métodos de prevenção antes e durante a crise são importantes.
Se sensações de queimação, beliscar, formigar ou calor local ocorrerem na área onde há infecção pelo herpes, essa área deve ser mantida distante de outras pessoas. No herpes oral, deve ser evitado beijar, usar copos ou batons de outras pessoas. Para pessoa infectada com herpes genital, isso significa evitar relações sexuais, incluindo contato oral, durante a ocorrência dos sintomas ou lesões ativas. Preservativos podem ajudar a prevenir transmissão do herpes genital, entre parceiros sexuais. Entretanto, não haverá proteção se o vírus estiver próximo a pele genital que não está coberto pelo preservativo.

Pode o herpes se espalhar, não havendo lesão visível?

Sim. Quando um indivíduo acometido de lesão bolhosa tem contato sexual com outro sem infecção, ele pode transmitir o vírus. Entretanto a maioria dos casos são transmitidos na ausência de lesões! É estimado que cerca de 80% de todos os casos de herpes genital, é transmitido quando não há feridas ou sintomas. Este fenômeno é conhecido como transmissão viral assintomática. Pessoas que nunca tiveram uma crise de herpes genital podem apresentar exames sanguíneos positivos para anticorpos do herpes vírus e podem disseminá-lo. Tomando medicações antivirais diariamente, reduz tanto o risco de transmissões quanto o aparecimento de lesões.

Complicações do herpes simples?

Infecção pelo vírus do herpes simples nos olhos pode evoluir para complicações com dor, sensibilidade a luz e sensação de agressão e lacrimejamento nos olhos. Sem um pronto atendimento, cicatrizes nos olhos podem ocorrer. Felizmente há drogas disponíveis para eliminar a infecção e prevenir cicatrizes.

Infecções na gravidez

Uma mulher grávida que possui herpes genital, no período do nascimento pode transmitir o vírus para o bebê ou passar através do canal de nascimento. Se o nascimento ocorrer durante o primeiro episódio herpético da mãe, o bebê pode sofrer severos danos. Mulheres que sabem que tem herpes genital devem dizer ao seu médico para que o bebê seja protegido.

Mulheres grávidas devem evitar contato sexual com parceiro que tenha herpes genital ativo, principalmente no final da gravidez e rotineiramente deve usar o preservativo. O recém- nascido pode facilmente ser infectado pela exposição do vírus mesmo que a mãe não tenha as lesões, mas tendo contato com alguém que tenha. O herpes simples pode ser transmitido a pessoas com câncer, indivíduos com AIDS, transplantados ou qualquer pessoa com uma doença mais grave porque sua imunidade a infecção pode estar reduzida.

O herpes pode ser curado?

Não. Mas enquanto não há cura para o herpes, há muitas medicações seguras para controlá-lo. Muitos estudos para melhorar seu tratamento ou eliminar as crises contínuas. Entre em contato para maiores informações.

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