herpes zoster

O que é Herpes Zóster ou Cobreiro?

O vírus que causa o Herpes Zóster é chamado de vírus da varicela-zóster e é o mesmo vírus que causa a catapora (ou varicela, que são a mesma doença). Popularmente conhecido como COBREIRO, ocorre pela reativação em células nervosas que resulta em uma erupção cutânea (ferida) característica na pele. É um membro da família de vírus Herpes. Se o paciente contrai o vírus, ele pode manifestar a doença ou apenas ficar com ele latente no organismo. O vírus permanece “dormente” nos tecidos nervosos de seu corpo e nunca realmente “vai embora”. O herpes zóster acontece quando o vírus é reativado principalmente em adultos e pacientes imunocomprometidos, como portadores de doenças crônicas, neoplasias, AIDS e outras situações.

Como o Herpes Zóster se manifesta?

No início dos sintomas, o vírus do herpes zóster percorre os nervos, causando frequentemente uma sensação de queimação, dor, coceira ou formigamento nas áreas afetadas. Dois ou três dias depois, quando o vírus alcança a pele, aparecem vermelhidão com bolhas agrupadas na pele sobre o nervo afetado. A pele pode ficar muito sensível e com isso causar muita dor. As pequenas vesículas que se formam na pele acompanham o trajeto das raízes nervosas numa faixa que abrange sempre um lado só do corpo. As lesões bolhosas se rompem em média de 5 a 7 dias após seu início, formando lesões crostosas que tendem a cicatrizar, podendo deixar cicatrizes locais. Muitas vezes o quadro se inicia associado a uma sensação de cansaço, febre leve, e dores musculares moderadas.

As lesões de herpes são muito comuns no tronco, mas também podem afetar membros, cabeça e pescoço.

Quem pode desenvolver Herpes zóster?

Quem já teve catapora ou varicela, tem risco de desenvolver herpes zóster. Entretanto o herpes frequentemente aparece em pessoas acima dos 50 anos e em pessoas com sistema imunológico debilitado como em indivíduos portadores de diabete melito, usuários de drogas imunossupressoras (transplantados e em tratamento de câncer) e portadores da AIDS.

Diagnóstico de Herpes zóster

Antes dos sinais visíveis da doença aparecer não há como diagnósticar. Uma vez que a erupção cutânea e as bolhas aparecerem, o médico terá condições de diagnosticar o herpes baseado nessas evidências da pele. Ele também pode pedir exames de sangue para determinar se o vírus da varicela-zóster foi reativado, ou pode colher amostras através da raspagem do tecido e fluido das vesículas da pele afetada e mandá-los para exame sob o um microscópio e fazer uma cultura para o vírus.

Transmissão do Herpes zóster

A transmissão ocorre de pessoa para pessoa, através de contato direto ou secreções respiratórias e, raramente, através de contato com lesões. Pode ocorrer também por objetos contaminados com secreções de vesículas de pacientes infectados.

O que é Neuralgia Pós-Herpética?

Acomete 10 a 15% dos pacientes com herpes zóster. Durante o processo de atividade pelo vírus do herpes zóster, o nervo acometido sofre um processo inflamatório com injúria deste nervo. Essa injúria é transmitida com uma sensação de dor de vários tipos e intensidade e é chamada nevralgia pós-herpética. A dor pode ser temporária ocorrendo apenas durante a doença ativa e regredindo com a resolução do quadro, mas muitas vezes pode se tornar crônica e ficar por muito tempo.

Tratamento de Herpes zóster

Se a infecção é diagnosticada em até 72 horas após seu aparecimento, são prescritos medicamentos antivirais como aciclovir, o famciclovir e o valaciclovir. Essas medicações vão atuar no acometimento neurológico e dermatológico, assim como reduzir o risco do desenvolvimento da nevralgia pós-herpética. Além disso, a higiene local com água e sabonete, como também um creme de antibiótico para prevenir infecções bacterianas secundárias são úteis.

Analgésicos e anti-inflamatórios de potencias variadas costumam ser eficazes no controle da dor.